Dialogando com filhos
Diálogo 1
"Minha mãe diz que nós viemos aqui para nos sentirmos melhor. Meu pai diz que viemos aqui por que temos que vir".
"Por que você não fala sobre isso com sua mãe?"
"Se eu conto para minha mãe, ela liga para o meu pai e eles brigam.Eu não quero que eles briguem. Não quero que seja minha culpa."
"O que seria sua culpa?"
"Eles se divorciarem.Tudo o que eu faço só piora a situação"
Diálogo 2
"De novo, não sei o que fazer, meu aniversário tá chegando e é sempre a mesma história!"
"Qual história?"
"Eu tenho que fazer dois, na verdade, três aniversários, se quiser que todo mundo fique bem. Um pra minha mãe ir. Outro para meu pai e a mulher dele. E outro pra mim, (risos) com meus amigos".
"Por que tantos??"
"Porque um não quer estar onde está o outro. E ficam chateados se não faço um pra cada um."
"E o seu?"
"Ah, esse é pra eu me divertir!!!!"
"Quantos anos vc vai fazer?"
"28"
"Mesmo? E quantos anos você tinha quando seus pais se separaram?"
"4".
Poderia contar pra vocês mais algumas dezenas de diálogos como esses que tenho presenciado no meu consultório durante meus anos de prática. Não farei isso. Convido aos leitores a lembrar todos os que já presenciaram e viveram. Convido também à reflexão sobre as situações de divórcio que perduram. Segundo alguns, as pessoas mantém assim, um vínculo. Nunca se separam de verdade, porque nunca esquecem, ou se permitem esquecer por alguns instantes que algum dia passaram por isso e sofreram muito.
Continuamos conversando sobre isso. É um assunto complexo, com muitas formas de olhar. Há todas as histórias dos pais e mães envolvidas, às vezes extremamente sofridas. Mas, sempre me pergunto: como podemos melhorar nossas formas de nos separar? Será que é transformando nossas formas de amar?
Mostrando postagens com marcador Perguntas e Respostas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Perguntas e Respostas. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
quarta-feira, 28 de agosto de 2013
E SE
FIZERMOS TUDO DIFERENTE?
Fiquei com esta pergunta ao
ler a Cartilha do Divórcio para pais
lançada neste mês pelo Conselho Nacional de Justiça. Na mensagem inicial que abre a primeira edição
da cartilha é ressaltado o grande esforço que os casais precisam fazer para
deixarem de lado as desavenças entre eles e, comportarem-se de forma
colaborativa nas questões que envolvem os cuidados com os filhos. A cartilha se
propõe a informar e oferecer alternativas aos comportamentos de pais que falam
mal um do outro; que usam os filhos como mensageiros ou espiões; que discutem
na frente dos filhos; que dificultam o contato dos filhos com a mãe ou com o
pai. Enfim, uma série de condutas que deixam crianças e adultos mais ansiosos e
vulneráveis ao adoecimento físico e mental.
De fato, quando eu li a
cartilha, voltei ao passado: lembrei-me de como foi a minha convivência com o
pai do meu filho após a nossa separação, há vinte anos. E dei-me conta de que, naquela
época, mesmo eu estando abastecida pelos estudos da psicologia infantil, deixei
de lado muitas das orientações que constam dos livros de psicologia e da Cartilha
do Divórcio. Acredito que isto aconteceu por minha absoluta impossibilidade de
compatibilizar razão e emoção naquele momento de dor, raiva e sofrimento.
E veio daí outra pergunta:
o que me ajudou a sair desta situação e colocar as informações (a razão) de que
dispunha acerca da importância na qualidade da coparentalidade, para o controle
de comportamentos que prejudicassem meu filho?
Além das informações que dispunha, o que me
ajudou foram as conversas que pude estabelecer com diversas pessoas dos
diferentes grupos aos quais pertencia. As pessoas com quem conversei trouxeram
novas perspectivas acerca de minhas crenças; escutando essas pessoas fui
estimulada a refletir e a pensar em algo novo e diferente para minhas condutas
em relação a construção de uma coparentalidade de qualidade após o divórcio. Por
meio dessas conversas eu continuei fazendo diferente das orientações contidas
nas “cartilhas” existentes, mas também fui capaz de perceber quando precisava fazer
a razão conduzir meus comportamentos. Mas ainda acredito que as orientações
contidas em livros, cartilhas, sites e blogs como o SerParaAção são recursos
preciosos nos momentos em que a vida nos coloca o desafio da mudança. E você o que faz nesses momentos?
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Minha amiga me pergunta no Facebook se o amor acaba. É um post de Martha Medeiros em http://universonatural.wordpress.com/2011/10/09/o-amor-acaba/. Nele, a autora argumenta que o amor não acaba. Que somos mutantes e que apenas nosso foco muda, e portanto o amor não finda apenas se move. Afirma que a paixão é que acaba. De certa forma, parafraseia o poetinha: "Que seja eterno enquanto dure".
Eu de cá, respondo: Amor acaba! E como acaba. E não digo apenas do amor de homem-mulher, ou deveria dizer nesses tempos do politicamente correto: amor sexual entre duas pessoas (credo!). Qualquer amor acaba. Grandes amizades acabam, mães renegam filhos, fiéis desgarram de seu amado Deus, donos abandonam seus cães a própria sorte. Filhos batem a porta sem olhar para trás, amores eternos se esvaem por um belo par de coxas,
desvio de caráter broxa o mais rijo tesão. Depressões matam promessas do sempre, falta de dinheiro extingue aquele casal inseparável.
E o tempo, ah, o tempo. Esse vilão cruel. Sorrateiramente nos rouba nosso melhor sorriso, apaga o romantismo com o tédio, seu mais terrível escudeiro. Rebatem Vinicius dizendo: "Que seja eterno enquanto duro!". Cronos ceifa inapelavelmente nossos ideais a dois, cega-nos às virtudes dos outros enquanto lhes denuncia nossos inescrutáveis defeitos.
Amor é verbo presente, é um ser vivo, é um fluxo. Feche a fonte e se extingue o mais belo dos sentimentos.
Amor no que virá é só desejo. Amor no que já foi atende por saudade. Por isso mesmo, regue bem o seu amor, ponha aquela roupinha sexy, jogue fora o cuecão rasgado. Beije, beije muito, beije como se fosse a primeira vez. Leia contente mais uma historinha mesmo morrendo de sono. Visite a véia mais vezes, ainda que esteja aquele trânsito doido. Leve o Rex prum passeio gostoso. Reclame menos, aproveite mais. Ame a si mesmo, ame esse SerParAção, ame o que ainda há. Para depois não reclamar sobre o leite terminado. Cuide bem do seu amor. Antes que ele acabe.
Eu de cá, respondo: Amor acaba! E como acaba. E não digo apenas do amor de homem-mulher, ou deveria dizer nesses tempos do politicamente correto: amor sexual entre duas pessoas (credo!). Qualquer amor acaba. Grandes amizades acabam, mães renegam filhos, fiéis desgarram de seu amado Deus, donos abandonam seus cães a própria sorte. Filhos batem a porta sem olhar para trás, amores eternos se esvaem por um belo par de coxas,desvio de caráter broxa o mais rijo tesão. Depressões matam promessas do sempre, falta de dinheiro extingue aquele casal inseparável.
E o tempo, ah, o tempo. Esse vilão cruel. Sorrateiramente nos rouba nosso melhor sorriso, apaga o romantismo com o tédio, seu mais terrível escudeiro. Rebatem Vinicius dizendo: "Que seja eterno enquanto duro!". Cronos ceifa inapelavelmente nossos ideais a dois, cega-nos às virtudes dos outros enquanto lhes denuncia nossos inescrutáveis defeitos.
Amor é verbo presente, é um ser vivo, é um fluxo. Feche a fonte e se extingue o mais belo dos sentimentos.
Amor no que virá é só desejo. Amor no que já foi atende por saudade. Por isso mesmo, regue bem o seu amor, ponha aquela roupinha sexy, jogue fora o cuecão rasgado. Beije, beije muito, beije como se fosse a primeira vez. Leia contente mais uma historinha mesmo morrendo de sono. Visite a véia mais vezes, ainda que esteja aquele trânsito doido. Leve o Rex prum passeio gostoso. Reclame menos, aproveite mais. Ame a si mesmo, ame esse SerParAção, ame o que ainda há. Para depois não reclamar sobre o leite terminado. Cuide bem do seu amor. Antes que ele acabe.
Marcadores:
amor,
diversidade,
divórcio,
mudanças,
namoro,
Perguntas e Respostas,
reflexões
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Olá a todos! Depois de longo tempo de ausência, estamos de volta! O último ano foide muitas mudanças. Eu concluindo um doutorado, minha companheira de blog Nadia, mudando de vida e de cidade. Ciclos que se encerram e dão oportunidade a outros. "That's life!". Os budistas nos ensinam sobre a impermanência de vida. Sobre como todas as coisas têm seu tempo e lugar e como devemos aprender a lidar com isso. Mas... É justamente essa uma das nossas (minhas) maiores dificuldades! Deixar ir, deixar vir... Então, espero que a ausência traga bons frutos para nosso blog. Estamos pensando em mudanças, mas principalmente em compartilhar com vocês tudo que andamos aprendendo nesse tempo e começar ou continuar nossa conversa iniciada, e dar lugar a muitas e muitas outras. Ainda estamos nos organizando para essa volta, mas contamos com a presença de vocês para nos levar um pouco mais além! Um grande abraço!
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Continuando....
Continuando no tema das redes, hoje temos uma comemoração de Natal do grupo que acabamos de realizar com pessoas que passaram pelo divórcio em suas famílias. Homens, mulheres e jovens (filhos de pais separados). Essa comemoração, em que a iniciativa, a organização e tudo o mais foi dos participantes do grupo, me dá a certeza de que um dos principais objetivos do grupo foi alcançado. Os grupos são formas das pessoas formarem, ampliarem ou ativarem redes sociais de pertencimento. Ao acabar o grupo, a convivência que tiveram, as conversas, etc. fazem com que todos tenham vontade de continuar conversando. Mas, não necessariamente no grupo. Muito mais interessante é participar desse movimento, espontâneo que continua, amplia o trabalho. Não são todos que estão neste movimento e os que estão não estão igualmente. Daqui a algum tempo, talvez ele cesse. Mas, importante, algumas pessoas permanecerão na vida uns dos outros e algumas são boas lembranças de boas conversas, o que também compõe a nossa rede. São como as luzinhas coloridas de Natal. Trazem algum brilho, luz, para nosso dia a dia.Boa celebração de final de ano para nós e nosso grupo!
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Com quem eu conto
Uma das coisas mais difíceis de lidar na separação é a rearrumação do que chamamos redes sociais. As redes sociais são aquelas relações que fazem parte de nossa vida de formas muito diferentes a cada momento, mas quando não estão, mesmo por um momento fazem com que a gente se sinta menos a gente mesmo. Pode ser um grande amigo, daqueles que você sabe que pode ligar de madrugada e ele vai responder, mas pode também ser o jornaleiro, que sempre dá bom dia, todos os dias quando você sai para o trabalho. As redes sociais são parte do que somos no mundo.
As separações geram mudanças repentinas, às vezes explosivas, nas redes. Pessoas que faziam parte do seu cotidiano, já não estarão lá no dia seguinte, etc. A parte boa é que elas se refazem e conhecemos outras pessoas que passam a fazer parte de nossas vidas.
Uma reflexão útil sobre as redes é pensar com quem eu conto para determinadas coisas na vida. Por exemplo, com quem eu conto para me divertir? E, para me ajudar com as crianças? Para me ouvir quando estou precisando falar? Para me aconselhar com dinheiro? Enfim, essa reflexão permite que vejamos onde nossa rede é mais rica, onde precisamos olhar com mais cuidado. E, principalmente vermos que não estamos sozinhos e, muito provavelmente, fazemos parte da rede de muitas outras pessoas também.
Até breve
As separações geram mudanças repentinas, às vezes explosivas, nas redes. Pessoas que faziam parte do seu cotidiano, já não estarão lá no dia seguinte, etc. A parte boa é que elas se refazem e conhecemos outras pessoas que passam a fazer parte de nossas vidas.
Uma reflexão útil sobre as redes é pensar com quem eu conto para determinadas coisas na vida. Por exemplo, com quem eu conto para me divertir? E, para me ajudar com as crianças? Para me ouvir quando estou precisando falar? Para me aconselhar com dinheiro? Enfim, essa reflexão permite que vejamos onde nossa rede é mais rica, onde precisamos olhar com mais cuidado. E, principalmente vermos que não estamos sozinhos e, muito provavelmente, fazemos parte da rede de muitas outras pessoas também.
Até breve
Marcadores:
Dicas,
diversidade,
divórcio,
dor,
Espaço de Conversa,
homens,
mulheres,
Perguntas e Respostas,
reflexão superação,
reflexôes,
Separação,
tranquilidade
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
De novo... Novidades!
Mais uma vez, um tempinho no blog... Mas, foi por um bom motivo... Pelo menos um deles. Estávamos, eu Nadia Moritz e Bia Costamilan, ocupadas fazendo o grupo novo que será tema da minha tese de doutorado. Foram 10 encontros com muito tudo: emoção, conversa, aprendizado. Enfim, entre preparação, realização e etc. acabou-se o tempo (escasso) de escrever por aqui. Agora, espero voltar e ir contando aos poucos a vocês como foram nossos encontros. Por hoje é só, porque todo o inestimável material que foi gerado nesses encontros, me espera... Até a próxima!
terça-feira, 16 de agosto de 2011
SuperAção
As segundas-feiras parece que tudo fica mais difícil, depois de um fim de semana sem muita obrigação, eis que me deparo com uma segunda daquelas, com trabalho atrasado, tendo que fazer compras de casa, atender no consultório e por fim, um jantar de uma querida amiga. Lá fui eu juntando meus pedaços cansados. Mas a amiga é muito querida e merece todo meu esforço. No restaurante, poucas amigas tinham chegado,sentei ao lado de Maria, que não conhecia.
Conversa vai, conversa vem, eis que Maria me conta que tinha se separado com 36 anos de casada... Este tipo de assunto me toca e todo meu cansaço sumiu. Fico ouvinte nestes momentos, para não dar bola fora. Estudo este assunto “separação “com muito afinco, e afinal estou num jantar e não num grupo de estudos. Mas Maria me envolveu de tal forma, que virei uma presa fácil.
A história é triste. Maria ficou internada por muitos meses, por conta de uma doença grave. Quando voltou para casa recuperada, teve que se readaptar a várias situações, inclusive a que o marido, neste tempo, tinha se envolvido com outra mulher e pediu o divórcio. Maria me conta que no início queria morrer, sofreu muito, mas precisava se cuidar pois a doença ainda lhe exigia certos controles. Passou tempos chorando, lágrimas em profusão. Mas como muitas mulheres, não queria que as filhas sofressem mais do que já tinham sofrido por ela.
A pergunta que me fiz, de que “material” são feitas algumas pessoas que superam tanta dor? E conseguem dar a volta por cima e tempo depois, se sentarem a mesa de um restaurante com toda dignidade, e serem bonitas, arrumadas, simpáticas e risonhas? O que faz com que algumas pessoas superem situações impensáveis por tantas outras? Amor? Força? Capacidade de se reinventar? Capacidade de ter um olhar no futuro? Capacidade de lidar com a imperfeição da vida e dos seres humanos?
São atitudes como esta relatada, que chamamos de superAção, mas de que/quem ela depende?
Para pensar....
Conversa vai, conversa vem, eis que Maria me conta que tinha se separado com 36 anos de casada... Este tipo de assunto me toca e todo meu cansaço sumiu. Fico ouvinte nestes momentos, para não dar bola fora. Estudo este assunto “separação “com muito afinco, e afinal estou num jantar e não num grupo de estudos. Mas Maria me envolveu de tal forma, que virei uma presa fácil.
A história é triste. Maria ficou internada por muitos meses, por conta de uma doença grave. Quando voltou para casa recuperada, teve que se readaptar a várias situações, inclusive a que o marido, neste tempo, tinha se envolvido com outra mulher e pediu o divórcio. Maria me conta que no início queria morrer, sofreu muito, mas precisava se cuidar pois a doença ainda lhe exigia certos controles. Passou tempos chorando, lágrimas em profusão. Mas como muitas mulheres, não queria que as filhas sofressem mais do que já tinham sofrido por ela.
A pergunta que me fiz, de que “material” são feitas algumas pessoas que superam tanta dor? E conseguem dar a volta por cima e tempo depois, se sentarem a mesa de um restaurante com toda dignidade, e serem bonitas, arrumadas, simpáticas e risonhas? O que faz com que algumas pessoas superem situações impensáveis por tantas outras? Amor? Força? Capacidade de se reinventar? Capacidade de ter um olhar no futuro? Capacidade de lidar com a imperfeição da vida e dos seres humanos?
São atitudes como esta relatada, que chamamos de superAção, mas de que/quem ela depende?
Para pensar....
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Japoneses comemoram divórcio com festa!
Se, no Brasil, ainda estamos estranhando a presença da ex no novo casamento do homem, e vive-versa, no Japão já temos novidades sobre uma questão muito controvertida: os rituais para a separação. Esse é um tema que sempre promove questionamentos e debates. Afinal, como seria um ritual para o divórcio? É uma celebração? Se dá parabéns ou pêsames? Como se comportar? Quem vai estar presente? E, antes de tudo isso: faz sentido um ritual para a separação conjugal? Enfim, vou apenas "levantar a bola" inspirada na reportagem do Jornal Hoje do dia 04/07 que retrata uma cerimônia que ritualiza o divórcio. Ela foi criada no Japão e originou inclusive uma nova profissão: o organizador de divórcios. Alguém se habilita?
Também me chamou a atenção a conexão com os terremotos e tsunamis. Como esses momentos limite levam as pessoas a redimensionar suas vidas e relações. Mas, isso já dá outra conversa.... No momento estou curiosa com o que vocês tem a dizer sobre a ritualização do divórcio. Abaixo o link para o video.
http://g1.globo.com/videos/jornal-hoje/v/japoneses-comemoram-os-divorcios-com-festa/1554195/
Marcadores:
dados comparativos,
Dicas,
divórcio,
dor,
Espaço de Conversa,
homens,
mudanças,
mulheres,
namoro,
Perguntas e Respostas,
preconceito,
recasamento,
reflexão superação,
reflexões,
Separação
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Mitos sobre divórcio - parte 1
Há algum tempo venho pensando sobre algumas coisas que, como em muitas narrativas, se naturalizam, tornam-se quase invisíveis e, por isso, não paramos para pensar nelas. Nesse momento, é a isso que chamo mitos. Não aquele mito filosófico, histórico, mas algo que vai se tornando uma narrativa repetida e que muitas vezes repetimos sem nos darmos conta do impacto e da dimensão que tem o que estamos falando. Muitas vezes ouvi no consultório, de pessoas amigas, em filmes, etc. estórias sobre aquele difícil momento em que se conta sobre a separação para os filhos. Não importa a idade, sempre é um momento doloroso para todos. Como pais, todos queremos proteger nossos filhos do sofrimento, poupá-los dos efeitos de decisões que os afetam tão diretamente, mas sobre as quais não tem nenhuma ingerência. Talvez por isso, seja lugar comum dizer aos filhos algo como: "Papai e mamãe não vão mais morar juntos, não estaremos mais casados, mas não se preocupem, continuaremos amando vocês como sempre. Nada vai mudar, vocês estarão sempre com o papai e com a mamãe. Terão um quarto em cada casa e, etc.etc.etc."
Nossa angústia, sofrimento, e nosso amor pelos filhos, transforma a perspectiva do divórcio em uma fantasia de que a única coisa que vai acontecer é uma mudança de casa. A frase "nada vai mudar" fica martelando na minha cabeça. Como assim nada vai mudar? Como assim, as coisas serão iguais. Para o filho, tudo vai mudar! Claro, sabemos que aqueles pais continuarão amando seus filhos como sempre. Continuarão desejando todas as boas coisas para eles, principalmente que eles não sofram. Isso é o que não vai mudar. Mas, muitas outras coisas vão mudar. Mesmo nos divórcios mais tranquilos, menos conflituosos e que realmente trazem benefícios a médio prazo para as famílias, a curto prazo todos tem que lidar com mudanças. E, mudanças são difíceis, mesmo quando são boas. Quem já não mudou de casa para uma casa melhor, maior, mais bonita que sempre sonhou? E, quem, mesmo nessa mudança tão desejada já não ficou nervoso, estressado, sem rumo, tropeçando em caixas e sentindo-se desorganizado porque não lembra onde colocou os livros de trabalho, o material da escola, a roupa para sair no dia seguinte?
Em uma separação, estaremos mudando isso e muito mais. Cada um pode pensar no seu divórcio e avaliar quantas coisas mudaram desde aquele dia. Aliás, sem o divórcio também, a vida só faz mudar. Mas, uma decisão dessa monta, traz alguns processos que tornam tudo instável de uma maneira mais aguda.
Por que temos tanto medo de conversar assim com nossos filhos? Uma cena marcou-me muito e acho que me ajudou a construir outra perspectiva sobre isso. Quando me separei do pai dos meus filhos, eles eram muito pequenos e eu e ele conversamos, acho eu, a conversa padrão: "Tudo estará aqui, quando você quiser estará com seu pai, etc.etc. etc." A tentativa de garantir que vamos continuar fazendo o possível para que eles não sofram. Um dos meus filhos anos depois, não sei precisar quantos, me diz em uma conversa sobre a separação que, naquele dia, só lembra de que "só ele sofreu". Na sua narrativa, nem eu nem o pai dele "estávamos muito aí para a separação". Fiquei tão perturbada, mas ao mesmo tempo curiosa com tal afirmação. Tão distante da minha experiência e da do pai dele também. Continuei a conversa, tentando entender como ele havia construído tal ideia. E, chegamos ao cenário em que ele lembrava que ninguém além dele havia chorado. Apenas ele. Portanto, para ele, só ele havia sofrido. Essa conversa me fez pensar durante muito tempo. Não me lembro de ter chorado ou não, mas lembro da dor ao falar com eles. E, talvez, tenhamos feito mesmo um esforço para não chorar, os adultos, para tornar as coisas mais possíveis para nós e para as crianças. Mas, hoje penso que talvez uma boa conversa sobre separação com os filhos deva incluir a dor. Talvez dizer que vai ser difícil, que muitas coisas vão mudar, para melhor e talvez algumas para pior. Que todos precisarão se esforçar para se adaptar à nova vida e que com certeza tentarão fazer o melhor para que as coisas dêem certo. Talvez, possamos falar que, se estamos fazendo tanto movimento, é porque achamos que vale a pena, mas que em algumas horas vai ser difícil para todos e que eles podem contar com seus pais para estar ao lado deles nos momentos difíceis e nos bons. E que, mesmo as coisas mudando, e eles nem sempre gostando das mudanças, seus pais estarão sempre dispostos a garantir que possam conversar e ser ouvidos. Além, é claro, da garantia do amor , apesar de uma forma diferente de convivência. Talvez uma tentativa de temer menos a dor e incluí-la. Acredito que isso possa nos aproximar de nós mesmos e um dos outros. Podermos expressar nossa vulnerabilidade de uma forma verdadeira possa manter e/ou criar conexões entre pais e filhos, irmãos, etc. Se não tememos, talvez seja por ter a confiança de que temos recursos para lidar com o contínuo fluxo de mudanças da vida.
Enfim, são meus pensamentos sobre o tal mito do "nada vai mudar"...
Bom feriado a todos!
P.S: A foto é do filme A Lula e a Baleia sobre o qual podemos falar em outro post.
Nossa angústia, sofrimento, e nosso amor pelos filhos, transforma a perspectiva do divórcio em uma fantasia de que a única coisa que vai acontecer é uma mudança de casa. A frase "nada vai mudar" fica martelando na minha cabeça. Como assim nada vai mudar? Como assim, as coisas serão iguais. Para o filho, tudo vai mudar! Claro, sabemos que aqueles pais continuarão amando seus filhos como sempre. Continuarão desejando todas as boas coisas para eles, principalmente que eles não sofram. Isso é o que não vai mudar. Mas, muitas outras coisas vão mudar. Mesmo nos divórcios mais tranquilos, menos conflituosos e que realmente trazem benefícios a médio prazo para as famílias, a curto prazo todos tem que lidar com mudanças. E, mudanças são difíceis, mesmo quando são boas. Quem já não mudou de casa para uma casa melhor, maior, mais bonita que sempre sonhou? E, quem, mesmo nessa mudança tão desejada já não ficou nervoso, estressado, sem rumo, tropeçando em caixas e sentindo-se desorganizado porque não lembra onde colocou os livros de trabalho, o material da escola, a roupa para sair no dia seguinte?
Em uma separação, estaremos mudando isso e muito mais. Cada um pode pensar no seu divórcio e avaliar quantas coisas mudaram desde aquele dia. Aliás, sem o divórcio também, a vida só faz mudar. Mas, uma decisão dessa monta, traz alguns processos que tornam tudo instável de uma maneira mais aguda.
Por que temos tanto medo de conversar assim com nossos filhos? Uma cena marcou-me muito e acho que me ajudou a construir outra perspectiva sobre isso. Quando me separei do pai dos meus filhos, eles eram muito pequenos e eu e ele conversamos, acho eu, a conversa padrão: "Tudo estará aqui, quando você quiser estará com seu pai, etc.etc. etc." A tentativa de garantir que vamos continuar fazendo o possível para que eles não sofram. Um dos meus filhos anos depois, não sei precisar quantos, me diz em uma conversa sobre a separação que, naquele dia, só lembra de que "só ele sofreu". Na sua narrativa, nem eu nem o pai dele "estávamos muito aí para a separação". Fiquei tão perturbada, mas ao mesmo tempo curiosa com tal afirmação. Tão distante da minha experiência e da do pai dele também. Continuei a conversa, tentando entender como ele havia construído tal ideia. E, chegamos ao cenário em que ele lembrava que ninguém além dele havia chorado. Apenas ele. Portanto, para ele, só ele havia sofrido. Essa conversa me fez pensar durante muito tempo. Não me lembro de ter chorado ou não, mas lembro da dor ao falar com eles. E, talvez, tenhamos feito mesmo um esforço para não chorar, os adultos, para tornar as coisas mais possíveis para nós e para as crianças. Mas, hoje penso que talvez uma boa conversa sobre separação com os filhos deva incluir a dor. Talvez dizer que vai ser difícil, que muitas coisas vão mudar, para melhor e talvez algumas para pior. Que todos precisarão se esforçar para se adaptar à nova vida e que com certeza tentarão fazer o melhor para que as coisas dêem certo. Talvez, possamos falar que, se estamos fazendo tanto movimento, é porque achamos que vale a pena, mas que em algumas horas vai ser difícil para todos e que eles podem contar com seus pais para estar ao lado deles nos momentos difíceis e nos bons. E que, mesmo as coisas mudando, e eles nem sempre gostando das mudanças, seus pais estarão sempre dispostos a garantir que possam conversar e ser ouvidos. Além, é claro, da garantia do amor , apesar de uma forma diferente de convivência. Talvez uma tentativa de temer menos a dor e incluí-la. Acredito que isso possa nos aproximar de nós mesmos e um dos outros. Podermos expressar nossa vulnerabilidade de uma forma verdadeira possa manter e/ou criar conexões entre pais e filhos, irmãos, etc. Se não tememos, talvez seja por ter a confiança de que temos recursos para lidar com o contínuo fluxo de mudanças da vida.
Enfim, são meus pensamentos sobre o tal mito do "nada vai mudar"...
Bom feriado a todos!
P.S: A foto é do filme A Lula e a Baleia sobre o qual podemos falar em outro post.
Marcadores:
adolescentes,
conversa entre pais e filhos,
crianças,
Dicas,
divórcio,
Espaço de Conversa,
filhos,
homens,
mães,
mudanças,
mulheres,
pais,
Perguntas e Respostas,
reflexôes,
Separação
sábado, 11 de junho de 2011
Campanha: "Namore uma mãe solteira"
Eu tinha pensado vários assuntos para um post essa semana. Atá anotei alguns. Porém, navegando por alguns blogs encontrei essa campanha em um artigo da revista TPM (link abaixo).
CAMPANHA: NAMORE UMA MÃE SOLTEIRA
Há alguns anos, um grupo de amigas divorciadas e solteiras, todas já mães, comentava, entre uma risada e outra, como os homens são tontos por não enxergar as vantagens de se relacionar com mulheres que já têm filhos.
Como algumas delas eram blogueiras, surgiu a ideia de fazer uma campanha na internet para mostrar aos rapazes alguns bons motivos para fazer essa escolha. Foi assim que surgiu, lá nos idos de 2005, a bem-humorada campanha “Namore uma mãe solteira”, que até hoje circula por aí em blogs e outras redes sociais.
Para quem ainda não conhece, as diretrizes básicas dessa campanha são as seguintes:
1. Mães solteiras não têm pressa de casar, porque já têm filho.
2. Mães solteiras não têm pressa de ter filho, porque já têm filho.
3. Mães solteiras não têm tempo de grudar no seu pé, porque já têm filho.
4. Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque a mãe solteira já tem filho.
5. Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque a mãe solteira já tem filho.
Ou seja: mães solteiras são um ótimo partido, como já sabia muito bem o personagem do Hugh Grant em Um Grande Garoto (2002), lembram? Aquele que frequentava reuniões de pais – mesmo sem ter filhos – só pra conhecer mães solteiras.
Já que junho é mês dos namorados, aproveitamos este espaço pra reforçar nosso apoio a essa campanha, que começou com um grupo de amigas muito queridas (aliás, muitas delas hoje não estão mais solteiras – sinal de que a campanha funcionou mesmo). Afinal, namorar é tudo de bom e as mães também gostam!
Com humor as amigas da campanha, querendo ou não, tornam mais evidentes vários pré-conceitos sobre relacionamentos entre homens e mulheres. Mas, vou ficar hoje, véspera do dia dos namorados só com o humor da "campanha" e com as possibilidades autênticas de amor. Outro dia a gente fala mais sobre os assunto.
http://revistatpm.uol.com.br/revista/110/badulaque/campanha-namore-uma-mae-solteira.html
CAMPANHA: NAMORE UMA MÃE SOLTEIRA
Há alguns anos, um grupo de amigas divorciadas e solteiras, todas já mães, comentava, entre uma risada e outra, como os homens são tontos por não enxergar as vantagens de se relacionar com mulheres que já têm filhos.
Como algumas delas eram blogueiras, surgiu a ideia de fazer uma campanha na internet para mostrar aos rapazes alguns bons motivos para fazer essa escolha. Foi assim que surgiu, lá nos idos de 2005, a bem-humorada campanha “Namore uma mãe solteira”, que até hoje circula por aí em blogs e outras redes sociais.
Para quem ainda não conhece, as diretrizes básicas dessa campanha são as seguintes:
1. Mães solteiras não têm pressa de casar, porque já têm filho.
2. Mães solteiras não têm pressa de ter filho, porque já têm filho.
3. Mães solteiras não têm tempo de grudar no seu pé, porque já têm filho.
4. Se você quiser ter um filho, tudo bem, porque a mãe solteira já tem filho.
5. Se você não quiser ter filho, tudo bem também, porque a mãe solteira já tem filho.
Ou seja: mães solteiras são um ótimo partido, como já sabia muito bem o personagem do Hugh Grant em Um Grande Garoto (2002), lembram? Aquele que frequentava reuniões de pais – mesmo sem ter filhos – só pra conhecer mães solteiras.
Já que junho é mês dos namorados, aproveitamos este espaço pra reforçar nosso apoio a essa campanha, que começou com um grupo de amigas muito queridas (aliás, muitas delas hoje não estão mais solteiras – sinal de que a campanha funcionou mesmo). Afinal, namorar é tudo de bom e as mães também gostam!
Com humor as amigas da campanha, querendo ou não, tornam mais evidentes vários pré-conceitos sobre relacionamentos entre homens e mulheres. Mas, vou ficar hoje, véspera do dia dos namorados só com o humor da "campanha" e com as possibilidades autênticas de amor. Outro dia a gente fala mais sobre os assunto. http://revistatpm.uol.com.br/revista/110/badulaque/campanha-namore-uma-mae-solteira.html
Marcadores:
divórcio,
Espaço de Conversa,
homens,
mãe solteira,
mães,
mulheres,
namoro,
Perguntas e Respostas,
reflexôes,
Separação
sábado, 28 de maio de 2011
A reorganização das famílias pós-divórcio: um olhar sobre o cotidiano.
Na próxima semana entrego meu projeto para a realização dos grupos com pessoas que passaram pelo divórcio para a banca do doutorado. A partir daí, começa o trabalho de campo, ou seja, o grupo propriamente dito. Vai ser muito bom estar com a mão na massa de novo! Para vocês terem uma pequena ideia do projeto, abaixo postei um pedacinho de um capítulo. Espero que gostem.
Bom fim de semana para todos!
A reorganização das famílias pós-divórcio: um olhar sobre o cotidiano.
O divórcio implica em uma reorganização da vida em todos os seus âmbitos. Desde os mais práticos até os mais simbólicos. A reorganização da vida doméstica, social, afetiva, sexual, parental, as relações com as famílias de origem, etc., indica que o divórcio não pode ser entendido como um episódio na vida pessoal ou mesmo familiar de alguém, mas como um processo que envolve uma rede de relações e afetos, além de novas organizações pragmáticas cotidianas.
A reorganização da família pós-divórcio é um processo que desalinha e embaralha a convivência habitual e esperada entre homens, mulheres, pais e filhos. As áreas ou temas que mais se destacam nas discussões, conflitos ou tensões após o divórcio tem sido a convivência entre pais e filhos, através das questões de guarda, visitação, responsabilidades e decisões e o dinheiro, seja relacionado aos filhos também, seja em relação à partilha de bens. Filhos e dinheiro são as áreas que continuam exigindo que o casal mantenha uma troca, uma relação quase cotidiana após a separação. Dependendo da idade dos filhos, da condição econômica da família, da forma como estava organizada a situação do casal enquanto casado, há diferentes necessidades e formas de organizar essas áreas e essa convivência pós-separação. Por outro lado, como são exatamente os vínculos que permanecem entre o ex-casal, muitas questões de outros aspectos da relação só encontram possibilidade de aparecerem direta ou indiretamente através desses temas. Assim, questões relativas à convivência entre pais e filhos podem sofrer mudanças significativas dependendo da presença de novos parceiros dos pais e acordos financeiros e partilhas podem ser afetados por desejos de indenização que são originados por outros temas da relação. Enfim, dinheiro e filhos são os cenários onde desembocam praticamente todas as outras questões da relação do casal. Também a reorganização da relação entre os pais e filhos, dependendo da idade deles é atravessada de formas diferentes por todas essas e outras questões, algumas já existentes durante o casamento.
Mesmo sendo cada vez mais comum, o grau de tensão e sofrimento envolvido não pode ser subestimado. Além disso, a separação nem sempre reduz o conflito conjugal, razão pela qual, em geral, acontece. Muitas vezes o conflito permanece ou mesmo recrudesce, reeditado nos embates sobre guarda, convivência entre pais e filhos, pensão e partilha de bens que tornam todos os membros do sistema familiar reféns crônicos de litígios intermináveis.
Bom fim de semana para todos!
A reorganização das famílias pós-divórcio: um olhar sobre o cotidiano.
O divórcio implica em uma reorganização da vida em todos os seus âmbitos. Desde os mais práticos até os mais simbólicos. A reorganização da vida doméstica, social, afetiva, sexual, parental, as relações com as famílias de origem, etc., indica que o divórcio não pode ser entendido como um episódio na vida pessoal ou mesmo familiar de alguém, mas como um processo que envolve uma rede de relações e afetos, além de novas organizações pragmáticas cotidianas.
A reorganização da família pós-divórcio é um processo que desalinha e embaralha a convivência habitual e esperada entre homens, mulheres, pais e filhos. As áreas ou temas que mais se destacam nas discussões, conflitos ou tensões após o divórcio tem sido a convivência entre pais e filhos, através das questões de guarda, visitação, responsabilidades e decisões e o dinheiro, seja relacionado aos filhos também, seja em relação à partilha de bens. Filhos e dinheiro são as áreas que continuam exigindo que o casal mantenha uma troca, uma relação quase cotidiana após a separação. Dependendo da idade dos filhos, da condição econômica da família, da forma como estava organizada a situação do casal enquanto casado, há diferentes necessidades e formas de organizar essas áreas e essa convivência pós-separação. Por outro lado, como são exatamente os vínculos que permanecem entre o ex-casal, muitas questões de outros aspectos da relação só encontram possibilidade de aparecerem direta ou indiretamente através desses temas. Assim, questões relativas à convivência entre pais e filhos podem sofrer mudanças significativas dependendo da presença de novos parceiros dos pais e acordos financeiros e partilhas podem ser afetados por desejos de indenização que são originados por outros temas da relação. Enfim, dinheiro e filhos são os cenários onde desembocam praticamente todas as outras questões da relação do casal. Também a reorganização da relação entre os pais e filhos, dependendo da idade deles é atravessada de formas diferentes por todas essas e outras questões, algumas já existentes durante o casamento.
Mesmo sendo cada vez mais comum, o grau de tensão e sofrimento envolvido não pode ser subestimado. Além disso, a separação nem sempre reduz o conflito conjugal, razão pela qual, em geral, acontece. Muitas vezes o conflito permanece ou mesmo recrudesce, reeditado nos embates sobre guarda, convivência entre pais e filhos, pensão e partilha de bens que tornam todos os membros do sistema familiar reféns crônicos de litígios intermináveis.
Marcadores:
divórcio,
Espaço de Conversa,
GRUPOS,
Perguntas e Respostas,
Separação
terça-feira, 3 de maio de 2011
A casa ninho. Nova proposta de guarda?
Recebi essa notícia. O link para a notícia original está abaixo. O que vocês acham???
Espanha: Juiz ordena que pais se revezem a cada três meses na casa da família.
Um juiz determinou que um casal divorciado e com dois filhos a se revezar no uso de sua casa da família em Sevilla a cada três meses . O juiz concedeu a custódia conjunta com a obrigação de viver de acordo com mudanças de casa, para priorizar os interesses das crianças. É a primeira sentença que impõe esta solução salomônica que envolve dificuldades práticas, entre outros, tem que ter três casas . A fórmula pode romper com as leis que regem a custódia em diferentes regiões. O que é surpreendente é que este modo de vida impostas aos ex-cônjuges sem acordo entre eles, o que alguns especialistas consideram que é muito controverso. Esta solução chamada "casa-ninho" implica em um nível salarial semelhante dos pais. A mãe se opôs à guarda conjunta, mas o juiz, após análise do Ministério Público e da equipe psicossocial, deu esta solução questionada por alguns por seus inconvenientes práticos e tensões familiares que pode gerar.
"Tanto o pai como a mãe têm recursos pessoais, familiares e comunidade para cobrir adequadamente as necessidades materiais e emocionais dos seus filhos", reflete o juiz de família governante Francisco Serrano, a Europa Press noticiou ontem. O juiz concordou que cada cônjuge pode cobrir os gastos com alimentos para seus filhos através de uma conta conjunta com 250 € por mês. Serrano afirma no comunicado: "Hoje não se pode concluir, a priori, que só as mães podem se preocupar com seus filhos e dispensar a eles os cuidados materiais e afetivos de que necessitam. Se faz necessário superar o preconceito de gênero, priorizando o interesse das crianças ".
as vozes que divergem da decisão do juiz, alegam que esse arranjo é uma fonte sem fim de conflitos na família e se inviabiliza caso algum dos ex-cônjuges venha a se casar de novo.Outros consideram que é uma forma de "tortura" que ao longo do tempo força os pais a tentarem entrar em um acordo para mudar a situação. Pode ser uma situação apenas transitória.
Espanha: Juiz ordena que pais se revezem a cada três meses na casa da família.
Um juiz determinou que um casal divorciado e com dois filhos a se revezar no uso de sua casa da família em Sevilla a cada três meses . O juiz concedeu a custódia conjunta com a obrigação de viver de acordo com mudanças de casa, para priorizar os interesses das crianças. É a primeira sentença que impõe esta solução salomônica que envolve dificuldades práticas, entre outros, tem que ter três casas . A fórmula pode romper com as leis que regem a custódia em diferentes regiões. O que é surpreendente é que este modo de vida impostas aos ex-cônjuges sem acordo entre eles, o que alguns especialistas consideram que é muito controverso. Esta solução chamada "casa-ninho" implica em um nível salarial semelhante dos pais. A mãe se opôs à guarda conjunta, mas o juiz, após análise do Ministério Público e da equipe psicossocial, deu esta solução questionada por alguns por seus inconvenientes práticos e tensões familiares que pode gerar.
"Tanto o pai como a mãe têm recursos pessoais, familiares e comunidade para cobrir adequadamente as necessidades materiais e emocionais dos seus filhos", reflete o juiz de família governante Francisco Serrano, a Europa Press noticiou ontem. O juiz concordou que cada cônjuge pode cobrir os gastos com alimentos para seus filhos através de uma conta conjunta com 250 € por mês. Serrano afirma no comunicado: "Hoje não se pode concluir, a priori, que só as mães podem se preocupar com seus filhos e dispensar a eles os cuidados materiais e afetivos de que necessitam. Se faz necessário superar o preconceito de gênero, priorizando o interesse das crianças ".
as vozes que divergem da decisão do juiz, alegam que esse arranjo é uma fonte sem fim de conflitos na família e se inviabiliza caso algum dos ex-cônjuges venha a se casar de novo.Outros consideram que é uma forma de "tortura" que ao longo do tempo força os pais a tentarem entrar em um acordo para mudar a situação. Pode ser uma situação apenas transitória.
Marcadores:
divórcio,
Espaço de Conversa,
filhos,
mudanças,
Perguntas e Respostas,
reflexôes,
Separação
terça-feira, 12 de abril de 2011
Quem é vivo sempre aparece...

Olá a todos!
Depois de longuíssimo sumiço, estou aqui de volta. Os últimos meses foram de muito trabalho no doutorado, daí não estar mais presente. Porém, não porque o trabalho diminuiu, pelo contrário, mas porque a saudade aumentou, estou tentando dar um jeito e voltar a escrever e compartilhar alguns pensamentos com vocês.
Como estou estudando em meu doutorado o tema do divórcio e seus desdobramentos na família, continuo sempre atenta às novidades e próxima ao tema do blog. O que falta mesmo é tempo e disciplina para voltar a escrever.
No último ano, muitas novidades aconteceram em relação ao divórcio. Novas leis foram aprovadas como a do divórcio direto, que extingue a separação judicial e a lei da alienação parental. Nenhuma delas foi aprovada e está sendo aplicada sem muito debate. Não há consenso fácil para nenhuma dessas leis, assim como não há consenso fácil para nada que se refira à separação. Sempre temos opiniões diametralmente opostas que trazem valores sociais e relacionais diferentes. Aos poucos (isso foi só um breve começo), espero poder discutir as principais mudanças que vem ocorrendo e saber da opinião de todos sobre elas.
Por agora é só, me despeço com a boa sensação de, pelo menos estar tentando voltar...
Abraços e beijos a todos e até breve!!!
Marcadores:
divórcio,
Perguntas e Respostas,
reflexôes,
Separação
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Perguntas sem resposta: oportunidade para ricas conversas!

Mesmo entre os autores contemporâneos que escrevem sobre divórcio não há consenso sobre os efeitos do divórcio a longo prazo para os filhos. O consenso que existe é que o ódio e o conflito continuado entre os pais, sejam eles casados ou não, tem efeitos graves sobre o futuro e as relações de um modo geral dos filhos. no entanto, podemos encontrar autores como Judith Wallerstein que em pesquisa com filhos adultos do divórcio chega à conclusão, falando aos pais: "Penso que você deveria avaliar seriamente a opção de continuarem juntos para o bem dos filhos. Os casais que permaneceram em casamentos infelizes no presente estudo lutaram com todos os problemas que afligem o casamento moderno. Poucos problemas se diluíram com o passar do tempo, mas isso não era o que importava para a maioria desses adultos. Em vista do afeto e da preocupação que pai e mãe tinham pelos filhos, fizeram do cuidado dlees sua prioridade." *
Já no livro de Sylvie Cadolle, ela também aponta para a necessidade de considerar muito os efeitos que a separação pode ter para os filhos, porém afirma: "As crianças não sentem apenas necessidade de um casal parental, mas de um casal parental que as ame". NO entanto, caso o casal decida ficar juntos por causa dos filhos, a autora adverte: "Não se separar mas manter vidas separadas também pode ocorrer caso o casal, ou um dos membros do casal decida aceitar a situação para evitar a ruptura. Viver assim pode fazer com que o cônjuge relutante sofra ainda mais e revelar-se maisdestrutivo em longo prazo do que uma ruptura definitiva. Para as crianças é melhor qque os pais desistam de viver juntos quando não se entendem mais do que fazê-las suportar um ambiente de mentiras e sacrifícios dentro de casa. É evidente que as crianças não se enganam pelas aparências. Inconscientemente, ela sabe quando algo não vai bem entre os pais".**
* Judith Wallerstein - Filhos do divórcio. p. 358
** Sylvie Cadolle - Duas casas para crescer. 25-26.
Claro que estas afirmações assim retiradas do contexto de todo o livro e pesquisa, não pode ser considerada a "opinião" das autoras. Por outro lado, são posições muito comuns no debate sobre o que é melhor para os filhos e sobre quem decide sobre isso. Acho que não hpa uma resposta certa para esta pergunta, como não há para quase nada, mas a possibilidade de questionar, de não ter como certo uma posição ou outra, mas poder pensar sobre isso. Cada pesquisa não só das autoras, renomadas pesquisadoras em suas áreas como de outros tantos pesquisadores apresentam resultados que convergem em determinados aspectos, mas divergem em tantos outros. Depende das perguntas que se faz, da população, da idade. Enfim, de muitas variáveis. Fica lançada a conversa...
Ate´a próxima!
Marcadores:
Dicas,
divórcio,
Espaço de Conversa,
Perguntas e Respostas,
reflexôes
domingo, 1 de novembro de 2009
SOBRE O AMOR
Afinal o que é o amor? O que é o amor de pais para filhos? É possível obrigar alguém amar um filho? Questões como essas nos aparecem quando pensamos em abandono afetivo e suas consequências nas relações de família.Abandono afetivo se dá naqueles casos em que os pais que, por uma ou outra razão, não visitam e nem convivivem com os filhos, após a separação. O suporte material é mantido, através da pensão alimentícia, mas o moral não.
Entrando neste assunto delicado, o deputado Carlos Bezerra e o senador Marcelo Crivella apresentaram dois projetos de lei, em que pedem a possibilidade de cobrança de indenizaçãopelos danos morais, decorrentes do abandono afetivo. Segundo os parlamentares, a pensão alimentícia não esgota os deveres dos pais em relacão aos filhos.
Os advogados de família fazem declarações contraditórias a esse respeito. Para alguns essa lei é importante porque garante um convívio entre pais e filhos, mesmo que tal atitude seja imposta, porque o convívio com os filhos é dever dos pais. No entanto, outros entendem que o amor compulsório é pior que a ausência.
Depois de tantas ideias provocadas por um tema tão polêmico, ficam perguntas sobre o amor.
O que é o amor de pais para filhos, como perguntei no início? É incondicional, é instintivo, é inerente a condição humana? Ou precisa ser construído no cotidiano, na convivência constante, feito de pequenos detalhes, até imperceptíveis para os que estão de fora? O amor paterno precisa ser alimentado e aprendido no trato diário com os filhos? São os pais cuturalmente abastecidos de modelos de paternidade?
O amor de pais para filhos deve ser garantido por lei ou construído na convivência do dia a dia?
Para pensar...
Marcadores:
Perguntas e Respostas,
reflexôes,
Separação
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
PERGUNTAS PARA AS MULHERES?PARA OS HOMENS?
Todos sabemos que é muito raro sair de uma relação e entrar em outra, sem um tempo para repensar a vida e resolver algumas pendências da relação anterior.
É sobre este momento que queria fazer algumas perguntas:
1 Você consegue sair de casa, entrar num restaurante que você adora e jantar sem companhia? Aparece uma sensação que todos estão olhando para você?
2 Você consegue passar uma semana sem se sentir um pouco por baixo, porque o lugar d@ ex ainda está vago?
3 Você é @ únic@ de suas relações que não tem alguém, como você se sente?
4 Você consegue passar por comemorações. como Réveillon, numa festa em que só tenham casais?
Ficar em casa, vendo televisão é a sua opção ?
5 Como é para você um final de domingo, quando não está acompanhad@ ?¨
6 Você se sente incomplet@ quando não está com alguém ao seu lado?
7 Você concorda com a ideia de que há preconceito por aqueles que estão sós? Quem sofre mais a mulher, o homen ou os dois de forma igual?
Se pelo menos, quatro destas perguntas não lhe trouxeram desconforto, parabéns ! Você está naquele grupo de pessoas, que sabem ser uma boa companhia para si mesmos, mesmo que por um tempo.Faz parte, também, do grupo que não cai na cilada que só pode ser feliz aquele que já refez sua vida rapidamente.
Se, por outro lado, a maior parte das perguntas lhe causou mal estar, ocasionou uma sensação desagradável de desprazer , cuidado! Algumas medidas precisam ser tomadas: como reativar sua rede de amigos, não ter um pensamento fixo que precisa urgentemente encontrar alguém. Seguir vivendo sua própria vida, se redescobrindo a cada momento é uma dica. Afinal, estar só não significa viver na solidão! O que acham?
Alô vocês, façam comentários, compartilhem suas experiências deste momento, entre a separação e ainda não ter encontrado outra pessoa. Com certeza vai ajudar a muita gente .
É sobre este momento que queria fazer algumas perguntas:
1 Você consegue sair de casa, entrar num restaurante que você adora e jantar sem companhia? Aparece uma sensação que todos estão olhando para você?
2 Você consegue passar uma semana sem se sentir um pouco por baixo, porque o lugar d@ ex ainda está vago?
3 Você é @ únic@ de suas relações que não tem alguém, como você se sente?
4 Você consegue passar por comemorações. como Réveillon, numa festa em que só tenham casais?
Ficar em casa, vendo televisão é a sua opção ?
5 Como é para você um final de domingo, quando não está acompanhad@ ?¨
6 Você se sente incomplet@ quando não está com alguém ao seu lado?
7 Você concorda com a ideia de que há preconceito por aqueles que estão sós? Quem sofre mais a mulher, o homen ou os dois de forma igual?
Se pelo menos, quatro destas perguntas não lhe trouxeram desconforto, parabéns ! Você está naquele grupo de pessoas, que sabem ser uma boa companhia para si mesmos, mesmo que por um tempo.Faz parte, também, do grupo que não cai na cilada que só pode ser feliz aquele que já refez sua vida rapidamente.
Se, por outro lado, a maior parte das perguntas lhe causou mal estar, ocasionou uma sensação desagradável de desprazer , cuidado! Algumas medidas precisam ser tomadas: como reativar sua rede de amigos, não ter um pensamento fixo que precisa urgentemente encontrar alguém. Seguir vivendo sua própria vida, se redescobrindo a cada momento é uma dica. Afinal, estar só não significa viver na solidão! O que acham?
Alô vocês, façam comentários, compartilhem suas experiências deste momento, entre a separação e ainda não ter encontrado outra pessoa. Com certeza vai ajudar a muita gente .
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
RITOS DE PASSAGEM
Os ritos ou rituais de passagem sempre tiveram importância na sociedade. Os rituais legitimam e organizam as mudanças, reafirmam a identidade dos indivíduos que estão vivenciando novos acontecimentos, assim como dão um sentido social a tais fatos.Desde que nascemos, temos atos que ritualizam nossas vidas e que vão acontecendo cada vez que chegamos num ponto de transição. Para citar alguns: batizado, entrada na escola, bar mitzvah, formatura, primeiro emprego, casamento, filhos, morte... Os rituais podem estar presentes tanto em momentos de ganho, de chegada, como de partida, de perda e despedida.Podem ser leigos ou religiosos.Uma das características desses ritos é que se adaptam as mudanças da sociedade. E como tem havido mudanças! O crescimento do número de divórcios, é uma delas.
Nos Estados Unidos, rituais de divórcio estão se tornando comuns, já existe até uma indústria que fatura, organizando eventos, ao gosto do freguês. Aqui no Brasil, os movimentos ainda são discretos, mas acontecem.
O motivo central da ritualização do divórcio, segundo aqueles que a defendem, é “celebrar”, junto a rede familiar e de amigos, os novos desafios a serem enfrentados e etapas a serem reconstruídas. Os rituais servem para mostrar que os recém divorciados não estão sós e tem uma rede de apoio às suas decisões e posturas. Geralmente é um acontecimento para um dos membros do ex casal, os dois juntos é mais raro e vai depender como se deu a separação.
Se concordamos que o divórcio é um momento marcante no ciclo de vida dos envolvidos:
*você é a favor dos rituais de passagem, no caso do divórcio?
*você acha que essa celebração ajuda na adaptação a vida pós-divórcio?
*como poderia ser esse ritual?
Marcadores:
divórcio,
mudanças,
Perguntas e Respostas,
reflexões
quinta-feira, 16 de julho de 2009
É POSSÍVEL?

Notícias divulgadas hoje pelos meios de comunicação, nos informam dados dos estragos que a recessão, nos Estados Unidos, tem provocado na vida do americano comum. Alto índice de desemprego, queda do poder de consumo etc...Mas eu não estou num blog de economia e sim, em um que tem como objetivo refletir sobre o divórcio e suas consequências nas famílias. O que me chamou a atenção, quando tomei conhecimento da notícia sobre a crise americana, foi a divulgação que o número de pedidos de divórcio diminuiu em 40% (QUARENTA POR CENTO). Esse número é muito significativo e dá o que pensar... Na hora do aperto financeiro, quando os imóveis valem pouco, o desemprego aumenta, uma família em crise afetiva, tem que se curvar às evidências e procurar arranjos antes impensados para continuar com suas vidas. Recursos tem que ser buscados dentro da própria família para resistir a crise, que imobiliza outra crise, a de um casal a beira de uma separação.
O que fazer? Que adaptações ou mudanças são possíveis?
Marcadores:
Perguntas e Respostas,
reflexões
domingo, 5 de julho de 2009
Novidades sobre o divórcio

Não sei se vocês andam acompanhando, mas o divórcio anda bastante presente ultimamente na Câmara e no Senado de nosso país. Algumas mudanças importantes vêm acontecendo, tanto para alcançar anseios das pessoas que se divorciam e tornar o divórcio mais fácil, mais rápido e mais barato, como para promover mudanças de comportamento através de leis. Por exemplo, a lei que no ano de 2007 estabeleceu a possibilidade de o divórcio ser feito em um cartório em documento feito pelo próprio ex-casal; ou a recente lei que aprovada na Câmara, tramita no Senado, que extingue a separação judicial e institui o divórcio direto. São provas dos movimentos sociais e legislativos que, cada vez mais incluem o divórcio como um episódio possível na vida de todos. Outro passo importante foi a aprovação da lei que torna a guarda compartilhada a forma preferencial de guarda após o divórcio e que foi fruto de muita batalha por parte de pais, operadores do direito e das áreas da psicologia que defendem a facilidade de acesso aos dois pais como um direito da criança e dos pais.E, por outro lado pretende com a força da lei tornar pais e mães aliados na criaçao dos filhos e não adversários. Com essas leis podemos pensar que a cada dia a sociedade vai incorporando o divórcio de forma mais "comum". Não é possível pensar mais em uma sociedade ocidental que não inclua o divórcio. A preocupação atual é como criar formas, leis, políticas públicas e espaços reflexivos para que possamos incorporar também as mudanças nas relações familiares, nos novos modelos relacionais e de cuidado com as crianças que surgem e que ainda são olhados como estranhos e causam uma série de situações de preconceito e mal estar. Temos muitos desafios à frente, pois ainda somos muito marcados pelos modelos tradicionais de família, escola, moralidade, etc. Mas, isso já são outras histórias, muito grandes para um final de domingo...
Marcadores:
divórcio,
homens,
mulheres,
Perguntas e Respostas,
reflexões
Assinar:
Postagens (Atom)

.jpg)












